Falar de si mesmo

Hoje em dia, a vida é muito agitada. Temos vários compromissos, nossos horários são lotados, nossas obrigações são muitas e as pressões são diversas. E uma queixa comum surge: Não tenho mais tempo para mim.

Isso é verdade. Afinal, o mundo atual exige de nós que sejamos atuantes no trabalho, em casa, com os filhos e com parceiros amorosos. Há uma cobrança praticamente insuportável em cima de cada um de nós.

Diante dessa vida de alta tensão acabamos ficando e nos tornando estressados. Tudo nos irrita. Ficamos furiosos com as crianças, no trânsito, no trabalho (embora seja frequente “engolir sapo”) e entre outras situações.

Nesse cenário estressante há sempre alguém próximo que reforça a ideia de que precisamos de um tempo só para nós. Então, a pessoa entusiasmada passa a frequentar aulas de musculação, idiomas, yoga, dança ou etc. Todas essas opções são muito boas e produzem algum resultado. Entretanto, isso não basta.

Essas boas alternativas para o estresse diário podem ser melhor aproveitadas com o auxílio psicológico. E por quê?

Porque, diferentemente, de todas as outras atividades que se pode escolher a análise não é feita através de tarefas, lições ou algo similar. Há que se deixar claro que em nossas vidas, na maioria das vezes, estamos à disposição de alguém (como vimos anteriormente).

Uma análise funciona ao contrário dessa lógica. Ao invés da pessoa estar à disposição de um profissional seja ele um professor de idiomas, musculação, yoga, dança ou etc. com vias de melhorar sua própria performance, em uma análise é o analista que está à disposição do paciente.

Não cabe ao trabalho do analista apresentar um roteiro de tarefas a seguir ou um plano de exercícios, mas sim, será o paciente que dirá ou fará aquilo que tem vontade. Ali no momento da sessão o paciente assume um papel de protagonista e maneja o tempo da sessão conforme seu desejo. Na análise o tempo é seu.

O analista reserva um horário para que possa prestar uma escuta profissional e caminhar junto com o paciente na melhor resolução de um dilema pessoal.

Portanto, ao optar em iniciar uma análise, a pessoa decididamente passa a ter um tempo para si, para falar de si, mesmo ao falar dos outros, enquanto que do outro lado da sala haverá um profissional prestando escuta e auxiliando nas questões trazidas pelo paciente.

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